segunda-feira, junho 25, 2012

Resenha Crítica - "American Pie: O Reecontro"

Título: American Pie: O Reecontro
Título Original: American Reunion
Distribuidora/ Produtora: Universal
Duração do Filme: 113 minutos
Gênero: Comédia / Besteirol
Diretores: Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg
Elenco: Jason Biggs, Alyson Hannigan, Chris Klein, Thomas Ian Nicholas, Tara Reid, Seann William Scott, Mena Suvari, Eugene Levy, Eddie Kaye Thomas
Nota: 8.0 




Foi uma experiência deliciosa assistir à “American Pie: O Reencontro”. O estilo das piadas, dos momentos, dos personagens ainda consegue funcionar e agradam grande parte do público, principalmente àqueles que assistiram aos três primeiros filmes (pois os que vieram depois não podem ser considerados verdadeiras sequências, mas sim películas indiferentes e até mesmo ridículas). Mas o que vale apena mesmo colocar em evidência foi a interessante e arriscada ideia de trazer todo o elenco central dos antecessores de volta às telas. Funcionou e demonstrou que isso é possível sim!


         O roteiro de Jon Hurwitz consegue persuadir da mesma forma que o original de Adam Hertz ao trazer novos encontros e desencontros ao grupo protagonista Jim, Stifler, Finch (mais marcantes e carismáticos)e  Oz e Kevin (nem tão inesquecíveis assim).  Mas não é somente o núcleo masculino que acerta. As mulheres também colocam a mão na massa ao “preparar a torta” e adocicam ainda mais o recheio. Michelle (Alyson Hannigan) ainda consegue fazer os mesmos trejeitos e cacoetes de antes e não perde aquele espírito de adolescente perdida. Acredito que uma das maiores surpresas foi a volta de Jennifer Coolidge ( a mãe de Stifler) que deixa o final da história ainda mais inusitado e por que não agradável?

         “American Pie” foi um dos pioneiros no gênero mais criticado e censurado pelo público: o besteirol apelativo. Mas fala sério, quem não gosta de ver ou escutar uma besteirinha de vez em quando, ainda mais com bom humor? Bem, este último ainda sabe utilizar a fórmula secreta, mas com uma dose menor. Depois do megassucesso do primeiro filme, vários outros besteiróis surgiram, porém não chegam nem aos pés das pilhérias de Adam Hertz.


         A história desta vez já busca um olhar mais maduro e reflexivo a respeito de uma das passagens que muitos de nós passamos: o fim do período escolar e, consequentemente, a perda de contato entre os amigos. Só que em muitos lugares, uma das soluções a este problema, é a realização de uma grande festa que reúne todos estes ex-alunos para que cada um descubra como que a vida do outro ficou (se atingiu às expectativas esperadas ou não). Sendo assim, todos os personagens se reencontram no fim de semana que acontecerá o tal evento, onde todas as novas aventuras são expostas na telona, arrancando diversas gargalhadas do público. O fato diferente nesta história, é que alguns personagens tentam se mostrar mais amadurecidos, uma vez que têm empregos, esposa, filhos, dentre outras responsabilidades adultas.

         Tecnicamente, também não deixa a desejar. Tomadas bem elaboradas, trilha sonora adequada, acho que a maioria dentro dos conformes. A direção de Jon Hurwitz não deixa que o grande número personagens se perca diante de tantas mudanças e reviravoltas.


Se fosse para definir “American Pie: O Reencontro” em apenas uma palavra seria nostalgia. Assim como o clima que paira entre a maioria dos personagens, o público que sempre acompanhou e deliciou as travessuras do grupo desde 1999, também sente aquela pontinha de saudade. A mensagem deixada pelo filme sela este sentimento: Que não importa as mudanças externas provocadas pelo tempo, aquele espírito de juventude dentro de nós nunca morre, assim como as amizades que construímos por toda esta caminhada!”.

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